terça-feira, 20 de maio de 2014
Entrevista - Paulo Renato Souza, Ex-ministro da Educação
Para Paulo Renato Souza, o diretor é peça principal para a qualidade da educação
Provão, Enade, Prouni, Fundef, Piso Salarial... O ex-ministro fala da Educação Brasileira hoje e dos bastidores da sua gestão - 12/12/2008 20:02
Texto Lu Scuarcialupi
Educação é o assunto que mais cativa o economista Paulo Renato Souza. Ex-ministro da Educação durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso, ele criou o Fundef, que garantiu o acesso de todas as crianças à escola, e o primeiro sistema de avaliação de ensino do Brasil. Aos 63 anos, mais de trinta deles dedicado à vida pública, o deputado federal pelo PMDB falou à repórter Lu Scuarcialupi em uma tarde de trânsito em São Paulo. Foram mais de três horas relembrando os 8 anos à frente da Educação brasileira.
Entrevistado em seu escritório nos jardins, entre retratos, fotografias e diplomas, Paulo Renato lembrava o passado com crítica, autocrítica, mas liberdade. Membro da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ele ainda falou dos caminhos que teremos de percorrer na busca por Educação de qualidade para todos no Brasil.
Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Qual o real problema da Educação no Brasil hoje?
Paulo Renato Souza : Qualidade. A Educação hoje é o único serviço público universalizado. A escola pode ser boa ou ruim, mas você tem o serviço. Aí vem o outro problema: boa ou ruim. Há escolas públicas muito boas na periferia. A questão é porque todas não são boas? Os professores são os mesmos, o salário é o mesmo. Os pais e as mães sabem quais são as boas, há fila na frente das escolas; nas que não são boas, há vagas sobrando, porque isso? No meu modo de ver, depende do diretor e da participação da comunidade, mas as duas coisas estão ligadas: quando um diretor é um líder, chama a comunidade; e quando a comunidade tem líderes, toma a escola e coloca um diretor bom.
2. Qual o ponto chave da Educação?
Paulo Renato Souza : Em um país como o Brasil, você tem de pensar na escola como o centro da comunidade e não apenas como um período de aula. Tem de pensar como uma referência para a comunidade em termos de participação, de esporte, de cultura, de lazer. Ao mesmo tempo, é preciso uma participação muito forte dos pais para cobrar resultados do diretor. E quando o diretor começa a cobrar os professores, o que acontece é o seguinte: no meio dos professores há uma porcentagem alta de professores extremamente participativos, uma média de professores normais e uma porcentagem pequena de professores ruins que são relapsos. Em geral, quando o diretor cobra, os ruins vão embora. Naturalmente, acontece um filtro e a escola passa a contar só com bons professores. Eu diria que o ponto chave da Educação é o diretor da escola, a partir dele você pode mudar a escola. Contando sempre com a comunidade. Aí esbarramos em outro problema bastante sério: garantir vagas escolares nos bairros onde as crianças moram. A população brasileira, nas últimas décadas, se movimentou muito. Ela migrou para as cidades, nas cidades foi para as periferias. Quando assumi a secretaria de Educação de São Paulo em 1984, fizemos um levantamento: faltavam 10 mil salas de aula e sobravam 8 mil salas no centro da cidade onde a população já não estava, mas faltava na periferia para onde a população, especialmente a mais carente, tinha se deslocado. O critério universal para o ensino básico é que a escola tem de estar no bairro. O poder público precisa garantir que a escola do bairro atenda a população do bairro. Isso foi um processo de democratização importante na estruturação da rede de ensino que ocorreu basicamente ao longo dos anos 1970 e 1980.
3. Quais foi seu maior desafio como ministro da Educação?
Paulo Renato Souza : O primeiro grande desafio foi montar o sistema de informação e, depois, de avaliação que implantamos. Quando assumi o Ministério havia uma carência de informação: os dados estavam desatualizados em quase cinco anos. Só no final do primeiro ano recebemos as informações do IBGE e da PNAD que continham a proporção de crianças fora da escola. Aprovamos o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) em 1996, ainda no escuro, sem informações. O Fundo teve impacto importante sobre a questão salarial, e mais importante ao trazer toda criança para a escola.
4. Como conseguiu o dinheiro para o FUNDEF?
Paulo Renato Souza : Primeiro, tinha o apoio do Presidente da República. Além disso, grande parte do dinheiro do Fundo é dos estados e municípios... apenas redistribuí. Os deputados achavam que uma proposta que vinha do Ministério da Educação não tinha impacto fiscal tão preocupante. E quando se fala em Educação todo mundo é a favor, é politicamente correto. Essa emenda constitucional, que tramitou
Referencias bibliograficas.
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/entrevista-paulo-renato-souza-409193.shtml
Provão, Enade, Prouni, Fundef, Piso Salarial... O ex-ministro fala da Educação Brasileira hoje e dos bastidores da sua gestão - 12/12/2008 20:02
Texto Lu Scuarcialupi
Educação é o assunto que mais cativa o economista Paulo Renato Souza. Ex-ministro da Educação durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso, ele criou o Fundef, que garantiu o acesso de todas as crianças à escola, e o primeiro sistema de avaliação de ensino do Brasil. Aos 63 anos, mais de trinta deles dedicado à vida pública, o deputado federal pelo PMDB falou à repórter Lu Scuarcialupi em uma tarde de trânsito em São Paulo. Foram mais de três horas relembrando os 8 anos à frente da Educação brasileira.
Entrevistado em seu escritório nos jardins, entre retratos, fotografias e diplomas, Paulo Renato lembrava o passado com crítica, autocrítica, mas liberdade. Membro da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ele ainda falou dos caminhos que teremos de percorrer na busca por Educação de qualidade para todos no Brasil.
Para ler, clique nos itens abaixo:
1. Qual o real problema da Educação no Brasil hoje?
Paulo Renato Souza : Qualidade. A Educação hoje é o único serviço público universalizado. A escola pode ser boa ou ruim, mas você tem o serviço. Aí vem o outro problema: boa ou ruim. Há escolas públicas muito boas na periferia. A questão é porque todas não são boas? Os professores são os mesmos, o salário é o mesmo. Os pais e as mães sabem quais são as boas, há fila na frente das escolas; nas que não são boas, há vagas sobrando, porque isso? No meu modo de ver, depende do diretor e da participação da comunidade, mas as duas coisas estão ligadas: quando um diretor é um líder, chama a comunidade; e quando a comunidade tem líderes, toma a escola e coloca um diretor bom.
2. Qual o ponto chave da Educação?
Paulo Renato Souza : Em um país como o Brasil, você tem de pensar na escola como o centro da comunidade e não apenas como um período de aula. Tem de pensar como uma referência para a comunidade em termos de participação, de esporte, de cultura, de lazer. Ao mesmo tempo, é preciso uma participação muito forte dos pais para cobrar resultados do diretor. E quando o diretor começa a cobrar os professores, o que acontece é o seguinte: no meio dos professores há uma porcentagem alta de professores extremamente participativos, uma média de professores normais e uma porcentagem pequena de professores ruins que são relapsos. Em geral, quando o diretor cobra, os ruins vão embora. Naturalmente, acontece um filtro e a escola passa a contar só com bons professores. Eu diria que o ponto chave da Educação é o diretor da escola, a partir dele você pode mudar a escola. Contando sempre com a comunidade. Aí esbarramos em outro problema bastante sério: garantir vagas escolares nos bairros onde as crianças moram. A população brasileira, nas últimas décadas, se movimentou muito. Ela migrou para as cidades, nas cidades foi para as periferias. Quando assumi a secretaria de Educação de São Paulo em 1984, fizemos um levantamento: faltavam 10 mil salas de aula e sobravam 8 mil salas no centro da cidade onde a população já não estava, mas faltava na periferia para onde a população, especialmente a mais carente, tinha se deslocado. O critério universal para o ensino básico é que a escola tem de estar no bairro. O poder público precisa garantir que a escola do bairro atenda a população do bairro. Isso foi um processo de democratização importante na estruturação da rede de ensino que ocorreu basicamente ao longo dos anos 1970 e 1980.
3. Quais foi seu maior desafio como ministro da Educação?
Paulo Renato Souza : O primeiro grande desafio foi montar o sistema de informação e, depois, de avaliação que implantamos. Quando assumi o Ministério havia uma carência de informação: os dados estavam desatualizados em quase cinco anos. Só no final do primeiro ano recebemos as informações do IBGE e da PNAD que continham a proporção de crianças fora da escola. Aprovamos o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) em 1996, ainda no escuro, sem informações. O Fundo teve impacto importante sobre a questão salarial, e mais importante ao trazer toda criança para a escola.
4. Como conseguiu o dinheiro para o FUNDEF?
Paulo Renato Souza : Primeiro, tinha o apoio do Presidente da República. Além disso, grande parte do dinheiro do Fundo é dos estados e municípios... apenas redistribuí. Os deputados achavam que uma proposta que vinha do Ministério da Educação não tinha impacto fiscal tão preocupante. E quando se fala em Educação todo mundo é a favor, é politicamente correto. Essa emenda constitucional, que tramitou
Referencias bibliograficas.
http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/entrevista-paulo-renato-souza-409193.shtml
Aula de Artes
Autorretrato
OBJETIVOS
■ Apreciar trabalhos de artistas que são referência em autorretrato.
■ Fazer autorretrato com desenho e pintura.
■ Atribuir signos à própria imagem.
■ Identificar marcas pessoais na maneira de desenhar e pintar.
CONTEÚDOS
■ Autorretrato.
■ Apreciação de obra de arte.
■ Desenho e pintura.
ANOS 2º ao 5º.
TEMPO ESTIMADO Doze aulas.
MATERIAL NECESSÁRIO
Livros com reproduções de autorretratos e reproduções de imagens em transparência, retroprojetor, lápis de cor, folhas de papel sulfite, papel craft ou cartolina branca, caneta hidrocor, giz de cera, espelhos portáteis, pincéis, tinta guache (nas cores primárias, preta e branca), recipientes para água e mistura de tintas, fotografias dos estudantes (antigas e atuais) e telas para pintura ou papelão, preparado com mistura de guache e cola brancos.
DESENVOLVIMENTO
■ 1ª ETAPA
Na primeira aula, apresente o planejamento do projeto, os materiais e o resultado esperado. Pergunte o que a classe já fez em Arte e os pintores conhecidos. Mostre
imagens de retratos e autorretratos de artistas de diferentes épocas (como Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Vincent Van Gogh [1853-1890] e Rembrandt van Rijn [1606-1669]).
Elabore questões que instiguem a busca por semelhanças e diferenças no modo de pintar e a descoberta de expressões preferidas de cada um. Ao mesmo tempo em que conduz a apreciação, dê informações sobre o artista. Nas aulas seguintes, escolha um pintor que tenha produzido vários autorretratos, levando em conta a história e os interesses do grupo. Apresente pelo menos cinco reproduções que caracterizem seu estilo ou as fases pelas quais passou. Converse com a turma sobre elementos formais, como cor, harmonia, contraste, tipo de pincelada e o significado das imagens. Em novo momento de análise,
mostre o trabalho de outro pintor para comparar e evidenciar as marcas pessoais. Alterne situações de apreciação e produção para que os estudantes entrem em contato com o mesmo conteúdo conhecendo diferentes pontos de vista. Distribua folhas de papel sulfite branco e lápis de cor e peça que recriem, de memória, uma das imagens mostradas. Observe o que mais chamou a atenção durante a observação e pergunte o motivo da escolha. Preste atenção: crianças de 4º e 5º anos geralmente usam mais elementos simbólicos do que as de 2º e 3º, que, por sua vez, se fixam mais em cores e formas. Se algum desenho for apenas um traço, converse com o aluno sobre a idéia que ele deseja transmitir, estimulando-o a lembrar detalhes que remetam à mensagem, e ajude-o a incluí-los na produção.
■ 2ª ETAPA
Agora é hora de explorar a observação do corpo. Oriente a turma a contornar a mão no papel, a desenhar símbolos dentro do traço e a pintá-los. Ao mesmo tempo, arme um retroprojetor com a luz voltada para a parede. Em duplas, a turma deve fazer silhuetas em
uma folha de papel craft presa à parede. Em seguida, acomode as produções no chão para que sejam criados, com giz de cera, elementos que caracterizem cada um deles. Na aula
seguinte, distribua os espelhos para a obervação do rosto. A garotada deverá agora fazer um auto-retrato com lápis de cor, em folha sulfite. Para o encontro seguinte, peça que as crianças tragam três fotos de casa: uma de quando eram bebê, outra, um pouco mais
velhas, e uma atual. Para formar uma seqüência, elas devem se representar como se imaginam no futuro. Assim, se perceberão como pessoas em constante transformação. Quem não tiver fotos pode se desenhar em três fases da vida. Oriente-as a pensar no que gostariam de ser quando adultos e a criar um fundo com diferentes paisagens ou ambientes.
■ 3ª ETAPA
Reserve três aulas para a pintura do autorretrato em tela com tinta guache. Mostre novamente autorretratos de artistas para que sejam observadas cores, pinceladas e a relação figura/ fundo. Separe a classe em grupos de quatro e distribua recipientes com
tintas das cores primárias e pincéis de diversos tamanhos. Sugira que todos façam misturas e revelem novos tons e cores. Intercale sempre as situações de produção com as de apreciação dos trabalhos. Isso vai permitir que a turma descubra o que mais pode fazer e que detalhes, pinceladas e cores é possível criar e experimentar. Na última aula,
promova um amplo debate sobre os autorretratos e as marcas que apareceram na própria pintura e na dos colegas. No último encontro, oriente a garotada a organizar uma exposição.
PRODUTO FINAL
■ Exposição de arte aberta ao público. Monte uma mostra dos trabalhos e convide pais, professores e colegas das outras turmas. Exiba todas as atividades desenvolvidas para
que os visitantes conheçam a trajetória dos estudantes de Arte.
AVALIAÇÃO
Crie pautas de observação, aponte o que é importante cada série aprender e como os alunos se saem (se descobrem o uso de símbolos e utilizam novas cores, se colocam
mais detalhes e expressões faciais ou se de cada produção, organize momentos coletivos de apreciação. Nos autorretratos, pergunte que transformações identificam nas criações e que marcas apreciam na tela dos colegas.
http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/auto-retrato-429818.shtml
OBJETIVOS
■ Apreciar trabalhos de artistas que são referência em autorretrato.
■ Fazer autorretrato com desenho e pintura.
■ Atribuir signos à própria imagem.
■ Identificar marcas pessoais na maneira de desenhar e pintar.
CONTEÚDOS
■ Autorretrato.
■ Apreciação de obra de arte.
■ Desenho e pintura.
ANOS 2º ao 5º.
TEMPO ESTIMADO Doze aulas.
MATERIAL NECESSÁRIO
Livros com reproduções de autorretratos e reproduções de imagens em transparência, retroprojetor, lápis de cor, folhas de papel sulfite, papel craft ou cartolina branca, caneta hidrocor, giz de cera, espelhos portáteis, pincéis, tinta guache (nas cores primárias, preta e branca), recipientes para água e mistura de tintas, fotografias dos estudantes (antigas e atuais) e telas para pintura ou papelão, preparado com mistura de guache e cola brancos.
DESENVOLVIMENTO
■ 1ª ETAPA
Na primeira aula, apresente o planejamento do projeto, os materiais e o resultado esperado. Pergunte o que a classe já fez em Arte e os pintores conhecidos. Mostre
imagens de retratos e autorretratos de artistas de diferentes épocas (como Frida Kahlo, Tarsila do Amaral, Vincent Van Gogh [1853-1890] e Rembrandt van Rijn [1606-1669]).
Elabore questões que instiguem a busca por semelhanças e diferenças no modo de pintar e a descoberta de expressões preferidas de cada um. Ao mesmo tempo em que conduz a apreciação, dê informações sobre o artista. Nas aulas seguintes, escolha um pintor que tenha produzido vários autorretratos, levando em conta a história e os interesses do grupo. Apresente pelo menos cinco reproduções que caracterizem seu estilo ou as fases pelas quais passou. Converse com a turma sobre elementos formais, como cor, harmonia, contraste, tipo de pincelada e o significado das imagens. Em novo momento de análise,
mostre o trabalho de outro pintor para comparar e evidenciar as marcas pessoais. Alterne situações de apreciação e produção para que os estudantes entrem em contato com o mesmo conteúdo conhecendo diferentes pontos de vista. Distribua folhas de papel sulfite branco e lápis de cor e peça que recriem, de memória, uma das imagens mostradas. Observe o que mais chamou a atenção durante a observação e pergunte o motivo da escolha. Preste atenção: crianças de 4º e 5º anos geralmente usam mais elementos simbólicos do que as de 2º e 3º, que, por sua vez, se fixam mais em cores e formas. Se algum desenho for apenas um traço, converse com o aluno sobre a idéia que ele deseja transmitir, estimulando-o a lembrar detalhes que remetam à mensagem, e ajude-o a incluí-los na produção.
■ 2ª ETAPA
Agora é hora de explorar a observação do corpo. Oriente a turma a contornar a mão no papel, a desenhar símbolos dentro do traço e a pintá-los. Ao mesmo tempo, arme um retroprojetor com a luz voltada para a parede. Em duplas, a turma deve fazer silhuetas em
uma folha de papel craft presa à parede. Em seguida, acomode as produções no chão para que sejam criados, com giz de cera, elementos que caracterizem cada um deles. Na aula
seguinte, distribua os espelhos para a obervação do rosto. A garotada deverá agora fazer um auto-retrato com lápis de cor, em folha sulfite. Para o encontro seguinte, peça que as crianças tragam três fotos de casa: uma de quando eram bebê, outra, um pouco mais
velhas, e uma atual. Para formar uma seqüência, elas devem se representar como se imaginam no futuro. Assim, se perceberão como pessoas em constante transformação. Quem não tiver fotos pode se desenhar em três fases da vida. Oriente-as a pensar no que gostariam de ser quando adultos e a criar um fundo com diferentes paisagens ou ambientes.
■ 3ª ETAPA
Reserve três aulas para a pintura do autorretrato em tela com tinta guache. Mostre novamente autorretratos de artistas para que sejam observadas cores, pinceladas e a relação figura/ fundo. Separe a classe em grupos de quatro e distribua recipientes com
tintas das cores primárias e pincéis de diversos tamanhos. Sugira que todos façam misturas e revelem novos tons e cores. Intercale sempre as situações de produção com as de apreciação dos trabalhos. Isso vai permitir que a turma descubra o que mais pode fazer e que detalhes, pinceladas e cores é possível criar e experimentar. Na última aula,
promova um amplo debate sobre os autorretratos e as marcas que apareceram na própria pintura e na dos colegas. No último encontro, oriente a garotada a organizar uma exposição.
PRODUTO FINAL
■ Exposição de arte aberta ao público. Monte uma mostra dos trabalhos e convide pais, professores e colegas das outras turmas. Exiba todas as atividades desenvolvidas para
que os visitantes conheçam a trajetória dos estudantes de Arte.
AVALIAÇÃO
Crie pautas de observação, aponte o que é importante cada série aprender e como os alunos se saem (se descobrem o uso de símbolos e utilizam novas cores, se colocam
mais detalhes e expressões faciais ou se de cada produção, organize momentos coletivos de apreciação. Nos autorretratos, pergunte que transformações identificam nas criações e que marcas apreciam na tela dos colegas.
http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/auto-retrato-429818.shtml
Plano de Aula- Ensino Fundamental
EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
"Todos sabemos que a arte não é verdade. Ela representa a mentira que nos faz perceber a verdade; pelo menos a verdade que nos é dado entender." (Pablo Picasso)
OBJETIVOS GERAIS
* Através do ensino das Artes, desenvolver o potencial criador do educando e levá-lo a compreender as diversas modalidades envolvidas (Artes Plásticas (Artes Visuais), Artes Cênicas (Teatro, Mímica), Música (Dança – Expressão Corporal) e Desenho (Geométrico, Técnico e Livre));
* Concorrer para formação harmônica e integral do aluno, oportunizando situações de: percepção, conhecimento, criatividade e expressão, trabalhando o lúdico do universo infantil;
* Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando à própria produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando à própria produção e a das colegas, no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções;
* Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo, respeitando e observando as produções presentes, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos;
* Observaras relações entre o homem e a realidade, com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, indagando, argumentando e apreciando a arte de modo sensível;
* Compreender e saber identificar os aspectos da função e dos resultados do trabalho do artista, em sua própria experiência de aprendiz, aspectos do processo percorrido pelo artista;
* Através do ensino das Artes, desenvolver o potencial criador do educando e levá-lo a compreender as diversas modalidades envolvidas (Artes Plásticas (Artes Visuais), Artes Cênicas (Teatro), Música (Dança – Expressão Corporal) e Desenho (Geométrico, Técnico e Livre));
* Levar o indivíduo a compreender e apreciar a Arte como importante meio de expressão e comunicação;
* Desenvolver no educando a atenção, percepção, concentração, raciocínio, criatividade, imaginação, sensibilidade e emoções;
* Trabalhar individualmente e em grupo para desenvolver a socialização do indivíduo;
* Trabalhando com o ensino das Artes, levar o educando a desenvolver a coordenação motora, coordenação motora fina, lateralidade, noção espacial (localização – Espaço e tempo), acuidade visual;
* Reconhecer materiais diferenciados, interagindo com os mesmos (papeis, tintas, lápis de cor, giz, hidrocor, etc).
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
* Pintura – desenho dirigido, desenho livre, desenhos com as principais datas comemorativas, trabalhos com as principais datas comemorativas, técnicas de pintura, pintura a guache, xilogravura, baixo e alto relevo;
* Trabalhar as datas comemorativas de forma contextualizada;
* Releitura de obras de arte – pintores renomados;
* Teoria das cores – Primárias, Secundárias, Terciárias, Quentes, Frias, Neutras, Policromia Monocromia, matizes, etc.;
* Dobraduras – Origami e Kirigami;
* Recorte e Colagem diversos;
* Artes Cênicas – músicas educativas, enquête (pequenas dramatizações, mímicas).
* Introdução ao desenho geométrico - conhecendo formas geométricas simples, utilização de régua e compasso, de acordo com idade/série do educando;
* Simetria e Assimetria, perímetro, área, trabalhando figuras planas;
* Planificações, figuras tridimensionais e bidimensionais, arestas, vértices e faces;
* Frações com colagens;
* Espaço e forma (cubo, quadrado, triângulos, retângulos, pirâmides, paralelepípedos, esferas, círculos, cones, cilindros;
* Arte figurativa e abstrata;
* Linha e forma: retas, curvas sinuosas e mistas;
* Mosaico com revistas, recorte e colagem;
* Ampliação e redução;
* Valorização da reciclagem e o respeito do nosso meio ambiente;
* Folclore, Lendas e Mito;
* Texturas;
* Legendas com símbolos, formas, cores, números e letras;
* História em quadrinhos, teoria, construção, criação;
* Onomatopéia;
ESTRATÉGIA
* Atividades diversificadas, sendo todas trabalhadas em sala de aula;
* Trabalhar em grupo e individualmente, com o auxilio do professor de artes e respaldo do professor de sala.
PROJETOS
Título: Orquestra na Escola.
Público Alvo: 1ºs, 2ºs, 3ºs anos e 3ªs séries.
OBJETIVO GERAL
* Desenvolver o hábito e costumes, pela música clássica de forma sincronizada;
* Envolver o conhecimento da música entre os alunos, enfatizando os instrumentos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
* A criação do senso comum à música clássica e a interação dos instrumentos;
* Reconhecer os diversos tipos de instrumentos;
* Socialização entre as partes, alunos de ano/séries diferente.
ESTRATÉGIAS
* Pesquisa de campo com os alunos;
* Orientar as crianças em relação à música clássica e a sua importância;
* Procurar e pesquisar a diversidade musical;
* Demonstrar através de áudio visuais, CD´s, panfletos e filmes que componham uma orquestra e seus instrumentos.
AVALIAÇÃO
* Observação direta e indireta;
* Participação e avaliação contínua;
* Desempenhos desenvolvidos individualmente e coletivamente.
EXPOSIÇÕES:
* Exposição das atividades realizados pelos educando de todas as anos/séries da unidade escolar durante o ano letivo, releitura de obras com Romero Brito, Tarcila do Amaral, Trabalhos com Geometria e reciclagem
* Valorização das atividades do educando;
* 1ºs ano: Releitura de Obras de Arte – ROMERO BRITO;
* 2ºs ano/3ºs anos: Releitura de Obra de Arte – TARCILA DO AMARAL;
* 3ªs série: Xilogravura, alto e baixo relevo;
* 4ªs série: Retas de Fazem Curvas – TRABALHANDO GEOMETRIA e releitura de Obras de Arte Trabalhando Retas com Romero Brito.
AVALIAÇÃO
* Participação;
* Responsabilidade;
* Interesse;
* Capricho e limpeza;
* Auto-avaliação.
OBS: Os conteúdos serão aplicados de acordo com o ano/série do educando, sendo eles flexíveis visando às necessidades existentes de nosso alunado.
http://sugestoescolaresdiversas.blogspot.com.br/2012/03/plano-de-aula-ensino-fundamental.html
"Todos sabemos que a arte não é verdade. Ela representa a mentira que nos faz perceber a verdade; pelo menos a verdade que nos é dado entender." (Pablo Picasso)
OBJETIVOS GERAIS
* Através do ensino das Artes, desenvolver o potencial criador do educando e levá-lo a compreender as diversas modalidades envolvidas (Artes Plásticas (Artes Visuais), Artes Cênicas (Teatro, Mímica), Música (Dança – Expressão Corporal) e Desenho (Geométrico, Técnico e Livre));
* Concorrer para formação harmônica e integral do aluno, oportunizando situações de: percepção, conhecimento, criatividade e expressão, trabalhando o lúdico do universo infantil;
* Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando à própria produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando à própria produção e a das colegas, no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções;
* Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo, respeitando e observando as produções presentes, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos;
* Observaras relações entre o homem e a realidade, com interesse e curiosidade, exercitando a discussão, indagando, argumentando e apreciando a arte de modo sensível;
* Compreender e saber identificar os aspectos da função e dos resultados do trabalho do artista, em sua própria experiência de aprendiz, aspectos do processo percorrido pelo artista;
* Através do ensino das Artes, desenvolver o potencial criador do educando e levá-lo a compreender as diversas modalidades envolvidas (Artes Plásticas (Artes Visuais), Artes Cênicas (Teatro), Música (Dança – Expressão Corporal) e Desenho (Geométrico, Técnico e Livre));
* Levar o indivíduo a compreender e apreciar a Arte como importante meio de expressão e comunicação;
* Desenvolver no educando a atenção, percepção, concentração, raciocínio, criatividade, imaginação, sensibilidade e emoções;
* Trabalhar individualmente e em grupo para desenvolver a socialização do indivíduo;
* Trabalhando com o ensino das Artes, levar o educando a desenvolver a coordenação motora, coordenação motora fina, lateralidade, noção espacial (localização – Espaço e tempo), acuidade visual;
* Reconhecer materiais diferenciados, interagindo com os mesmos (papeis, tintas, lápis de cor, giz, hidrocor, etc).
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
* Pintura – desenho dirigido, desenho livre, desenhos com as principais datas comemorativas, trabalhos com as principais datas comemorativas, técnicas de pintura, pintura a guache, xilogravura, baixo e alto relevo;
* Trabalhar as datas comemorativas de forma contextualizada;
* Releitura de obras de arte – pintores renomados;
* Teoria das cores – Primárias, Secundárias, Terciárias, Quentes, Frias, Neutras, Policromia Monocromia, matizes, etc.;
* Dobraduras – Origami e Kirigami;
* Recorte e Colagem diversos;
* Artes Cênicas – músicas educativas, enquête (pequenas dramatizações, mímicas).
* Introdução ao desenho geométrico - conhecendo formas geométricas simples, utilização de régua e compasso, de acordo com idade/série do educando;
* Simetria e Assimetria, perímetro, área, trabalhando figuras planas;
* Planificações, figuras tridimensionais e bidimensionais, arestas, vértices e faces;
* Frações com colagens;
* Espaço e forma (cubo, quadrado, triângulos, retângulos, pirâmides, paralelepípedos, esferas, círculos, cones, cilindros;
* Arte figurativa e abstrata;
* Linha e forma: retas, curvas sinuosas e mistas;
* Mosaico com revistas, recorte e colagem;
* Ampliação e redução;
* Valorização da reciclagem e o respeito do nosso meio ambiente;
* Folclore, Lendas e Mito;
* Texturas;
* Legendas com símbolos, formas, cores, números e letras;
* História em quadrinhos, teoria, construção, criação;
* Onomatopéia;
ESTRATÉGIA
* Atividades diversificadas, sendo todas trabalhadas em sala de aula;
* Trabalhar em grupo e individualmente, com o auxilio do professor de artes e respaldo do professor de sala.
PROJETOS
Título: Orquestra na Escola.
Público Alvo: 1ºs, 2ºs, 3ºs anos e 3ªs séries.
OBJETIVO GERAL
* Desenvolver o hábito e costumes, pela música clássica de forma sincronizada;
* Envolver o conhecimento da música entre os alunos, enfatizando os instrumentos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
* A criação do senso comum à música clássica e a interação dos instrumentos;
* Reconhecer os diversos tipos de instrumentos;
* Socialização entre as partes, alunos de ano/séries diferente.
ESTRATÉGIAS
* Pesquisa de campo com os alunos;
* Orientar as crianças em relação à música clássica e a sua importância;
* Procurar e pesquisar a diversidade musical;
* Demonstrar através de áudio visuais, CD´s, panfletos e filmes que componham uma orquestra e seus instrumentos.
AVALIAÇÃO
* Observação direta e indireta;
* Participação e avaliação contínua;
* Desempenhos desenvolvidos individualmente e coletivamente.
EXPOSIÇÕES:
* Exposição das atividades realizados pelos educando de todas as anos/séries da unidade escolar durante o ano letivo, releitura de obras com Romero Brito, Tarcila do Amaral, Trabalhos com Geometria e reciclagem
* Valorização das atividades do educando;
* 1ºs ano: Releitura de Obras de Arte – ROMERO BRITO;
* 2ºs ano/3ºs anos: Releitura de Obra de Arte – TARCILA DO AMARAL;
* 3ªs série: Xilogravura, alto e baixo relevo;
* 4ªs série: Retas de Fazem Curvas – TRABALHANDO GEOMETRIA e releitura de Obras de Arte Trabalhando Retas com Romero Brito.
AVALIAÇÃO
* Participação;
* Responsabilidade;
* Interesse;
* Capricho e limpeza;
* Auto-avaliação.
OBS: Os conteúdos serão aplicados de acordo com o ano/série do educando, sendo eles flexíveis visando às necessidades existentes de nosso alunado.
http://sugestoescolaresdiversas.blogspot.com.br/2012/03/plano-de-aula-ensino-fundamental.html
Projeto Sarau
PLANO DE AÇÃO
SARAU NA ESCOLA
PROPOSTA DE AÇÃO
Realizar saraus periódicos na escola como estratégia para atrair as famílias, valorizando os talentos culturais presentes na comunidade.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Sarau é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. A palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer), porque acontecia, em geral, no fim do dia. Pode envolver dança, poesia, círculos de leitura, seção de filme, música, bate-papo filosófico, pintura, teatro etc. Muito comuns no século XIX, os saraus vêm sendo resgatados e reinventados pelas escolas como uma maneira de fortalecer a identidade da comunidade escolar, promovendo a integração de todos de forma descontraída, criativa e mais envolvente do que a tradicional reunião de pais.
É um momento para a soma conhecimentos, descobertas e vivências coletivas. Ao promover esses encontros, a Unidade Escolar ultrapassa seus muros e se fortalece como um pólo cultural da localidade. As famílias passam a se reconhecer na escola, o que acaba por ter um impacto muito positivo no envolvimento delas com os estudos dos filhos.
Além disso, o sarau é também um momento de tomada de consciência, pois a cultura desperta asensibilidade das pessoas para a realidade à sua volta e as estimula a refletir sobre ela a partir de outras linguagens.
COMO EXECUTAR
Marcar uma reunião para compartilhar a ideia com a direção da escola, o grupo de professores e o Conselho Escolar (caso exista). Se for bem recebida, formar uma Comissão Organizadora.
A Comissão Organizadora deve então preparar uma reunião de planejamento, na qual devem ser definidos os objetivos e as características do evento, o horário, as tarefas necessárias à sua realização e os responsáveis por cada uma delas. Os saraus podem acontecer bimestralmente, sempre com um tema diferente que reflita os desejos e a realidade local.
Mapear os grupos e artistas locais e convidá-los a participar.
Levantar os equipamentos necessários para a realização das atividades e procurar parceiros que possam emprestá-los.
Planejar a ambientação da escola segundo o tema de cada sarau. A decoração pode ser feita pelos alunos, como trabalho de sala de aula.
Criar estratégias de mobilização da comunidade, como convites para enviar às famílias e cartazes para espalhar pela escola e em outros pontos do bairro. Um grupo de alunos pode criar um “convite falado” e apresentá-lo na saída das aulas. Convidar os funcionários da Unidade de Negócio e o grupo de agentes-chave para que também possa compartilhar conhecimentos e vivências com os alunos, participando ativamente das atividades.
QUEM PODE EXECUTAR
Mobilizadores, agentes-chave, professores, alunos e representantes do Conselho de Escola.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
Obs: a atividade pode ser adaptada conforme a realidade local e os conhecimentos prévios do mobilizador sobre o assunto.
As atividades do sarau devem ser planejadas de acordo com os interesses e talentos locais.
Apresentamos algumas sugestões:
1. Mesa de livros
Selecionar livros da biblioteca da escola (e outros doados/emprestados por parceiros) e espalhá-los sobre uma mesa grande. Os convidados sentam em volta e ficam livres para folheá-los, copiar trechos ou ler alto para o grupo. A única regra é que os livros não saiam da mesa.
Algumas sugestões de autores: Cecília Meireles, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Eva Furnari, Tatiana Belinky, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mário Quintana, entre outros.
2. Exposição de artistas locais
Os artistas locais são convidados a se expressarem, nas suas diferentes linguagens, sobre o tema do sarau. Os trabalhos ficam expostos no pátio da escola.
3. Recital de poesia
Os participantes podem se inscrever para declamar poemas (de sua autoria ou não). Para esta atividade, é interessante que alguns professores proponham oficinas de criação de poesias previamente, em sala de aula.
4. Quintal de brincadeiras
Convidar membros da comunidade a organizar um espaço onde possam ensinar para as crianças brincadeiras de sua época. Outra ideia é criar um “cantinho mágico”, onde podem acontecer oficinas de construção de brinquedos com sucata.
5. Momento de liberdade poética e musical
Espaço aberto para que qualquer pessoa possa apresentar algo que tenha interesse em apresentar na hora.
6. Exposição de arte
Murais onde podem ficar expostos desenhos, pinturas e outros trabalhos de arte visual feitos pelos alunos em sala de aula.
7. Oficina de cordel
Há algum cordelista no bairro? Convide-o a fazer uma oficina de criação de cordéis, que depois podem ficar expostos num varal.
8. Roda de contação de histórias
Professores, funcionários, pais ou mesmo alunos mais velhos podem conduzir esta atividade, voltada para as crianças. Sentadas em roda, elas ouvem a história contada pelo adulto e devem continuá-la, imaginando novos rumos para a trama. Em seguida, elas podem criar livros ilustrando a história. Para isso basta entregar folhas de sulfite dobradas ao meio e giz de cera. Eles podem ser finalizados grampeando ou amarrando um barbante na lombada.
9. Seção de cinema
Reservar uma das salas da aula (ou a própria sala de vídeo da escola, caso exista) para passar filmes que tenham relação com o tema do sarau. Ao final de cada seção, promover uma discussão sobre o assunto.
10. Memória viva
Rodas de conversa com moradores antigos do bairro, na qual os estudantes podem entrevistá-los sobre sua infância, seus tempos de escola, suas formas de diversão etc.
11. Apresentações musicais
Convidar grupos locais a se apresentarem. Estipular um tempo ou número de músicas para cada um, orientando-os a se inspirarem no tema do sarau.
12. Oficina de artesanato
Membros da comunidade podem ensinar a fazer pequenos objetos de artesanato, de acordo com suas habilidades manuais.
13. Brincando com poemas
Criar uma série de desafios com a escrita a partir de poemas conhecidos. Alguns exemplos: completar lacunas com as palavras que estiverem faltando, entregar versos separados em pequenos pedaços de papel e pedir que o grupo junte-os para formar poesias, criação de rimas etc. Um grupo de professores pode ficar responsável por organizar esta oficina.
14. Teatro
Convidar grupos de teatro da escola ou comunidade local a montarem peças ou esquetes inspirados no tema do sarau.
RECOMENDAÇÕES
Em cada sarau, deixar uma caixa de sugestões em local visível para que os convidados possam sugerir temas para o próximo encontro.
Durante toda a organização do evento, é importante incentivar o trabalho em equipe, a auto-organização, a criatividade e a improvisação, além de trabalhar valores como cooperação, ética e solidariedade. O processo é muitas vezes tão importante quanto o produto final.
O registro dos saraus pode ser feito pelos próprios alunos. Alguns podem tirar fotos, outros podem desenhar ou escrever relatos. Esse registro pode ser compartilhado em murais expostos na escola.
As famílias podem ficar responsáveis por organizar a área de comida, montando barracas de lanches e comidas típicas. O dinheiro arrecadado pode ser usado para fazer um caixa para o próximo sarau.
Além de ser um momento de descontração e resgate permanente da cultura popular, o sarau é também uma oportunidade de conhecer melhor o universo dos estudantes. Não perca a chance de usar isso como base para enriquecer o currículo da escola.
O sarau ganha mais significado se fizer parte do planejamento anual da escola e estiver integrado com as atividades de sala de aula.
O excesso de atividades pode complicar a organização do evento. Sempre que possível, promova a autogestão, deixando que os responsáveis por cada oficina organizem o espaço e providenciem o material necessário.
O sarau é uma oportunidade de fazer as famílias circularem pela escola. Por isso, procure espalhar as atividades pelos diferentes espaços: biblioteca, salas de aula, sala de leitura, quadra, sala de vídeo e outros locais normalmente esquecidos.
O que garante o sucesso de um sarau é a participação efetiva dos convidados. Os coordenadores de atividades devem estar sempre atentos para motivar os mais tímidos.
Fazer o registro da atividade e encaminhar o material (com fotografias) para ser publicado no Blog Educação.
Divulgar a atividade internamente na Unidade de Negócios, convidando os demais funcionários para prestigiar a escola.
OBSERVAÇÃO
A atividade aqui apresentada foi elaborada pelo Instituto Paulo Freire.
http://www.blogeducacao.org.br/wp-content/uploads/2011/02/Plano-Sarau-na-Escola.pdf
SARAU NA ESCOLA
PROPOSTA DE AÇÃO
Realizar saraus periódicos na escola como estratégia para atrair as famílias, valorizando os talentos culturais presentes na comunidade.
CONTEXTUALIZAÇÃO
Sarau é um evento cultural onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente. A palavra tem origem no termo latino serus (relativo ao entardecer), porque acontecia, em geral, no fim do dia. Pode envolver dança, poesia, círculos de leitura, seção de filme, música, bate-papo filosófico, pintura, teatro etc. Muito comuns no século XIX, os saraus vêm sendo resgatados e reinventados pelas escolas como uma maneira de fortalecer a identidade da comunidade escolar, promovendo a integração de todos de forma descontraída, criativa e mais envolvente do que a tradicional reunião de pais.
É um momento para a soma conhecimentos, descobertas e vivências coletivas. Ao promover esses encontros, a Unidade Escolar ultrapassa seus muros e se fortalece como um pólo cultural da localidade. As famílias passam a se reconhecer na escola, o que acaba por ter um impacto muito positivo no envolvimento delas com os estudos dos filhos.
Além disso, o sarau é também um momento de tomada de consciência, pois a cultura desperta asensibilidade das pessoas para a realidade à sua volta e as estimula a refletir sobre ela a partir de outras linguagens.
COMO EXECUTAR
Marcar uma reunião para compartilhar a ideia com a direção da escola, o grupo de professores e o Conselho Escolar (caso exista). Se for bem recebida, formar uma Comissão Organizadora.
A Comissão Organizadora deve então preparar uma reunião de planejamento, na qual devem ser definidos os objetivos e as características do evento, o horário, as tarefas necessárias à sua realização e os responsáveis por cada uma delas. Os saraus podem acontecer bimestralmente, sempre com um tema diferente que reflita os desejos e a realidade local.
Mapear os grupos e artistas locais e convidá-los a participar.
Levantar os equipamentos necessários para a realização das atividades e procurar parceiros que possam emprestá-los.
Planejar a ambientação da escola segundo o tema de cada sarau. A decoração pode ser feita pelos alunos, como trabalho de sala de aula.
Criar estratégias de mobilização da comunidade, como convites para enviar às famílias e cartazes para espalhar pela escola e em outros pontos do bairro. Um grupo de alunos pode criar um “convite falado” e apresentá-lo na saída das aulas. Convidar os funcionários da Unidade de Negócio e o grupo de agentes-chave para que também possa compartilhar conhecimentos e vivências com os alunos, participando ativamente das atividades.
QUEM PODE EXECUTAR
Mobilizadores, agentes-chave, professores, alunos e representantes do Conselho de Escola.
DESENVOLVIMENTO DA ATIVIDADE
Obs: a atividade pode ser adaptada conforme a realidade local e os conhecimentos prévios do mobilizador sobre o assunto.
As atividades do sarau devem ser planejadas de acordo com os interesses e talentos locais.
Apresentamos algumas sugestões:
1. Mesa de livros
Selecionar livros da biblioteca da escola (e outros doados/emprestados por parceiros) e espalhá-los sobre uma mesa grande. Os convidados sentam em volta e ficam livres para folheá-los, copiar trechos ou ler alto para o grupo. A única regra é que os livros não saiam da mesa.
Algumas sugestões de autores: Cecília Meireles, Cora Coralina, Vinícius de Moraes, Eva Furnari, Tatiana Belinky, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Mário Quintana, entre outros.
2. Exposição de artistas locais
Os artistas locais são convidados a se expressarem, nas suas diferentes linguagens, sobre o tema do sarau. Os trabalhos ficam expostos no pátio da escola.
3. Recital de poesia
Os participantes podem se inscrever para declamar poemas (de sua autoria ou não). Para esta atividade, é interessante que alguns professores proponham oficinas de criação de poesias previamente, em sala de aula.
4. Quintal de brincadeiras
Convidar membros da comunidade a organizar um espaço onde possam ensinar para as crianças brincadeiras de sua época. Outra ideia é criar um “cantinho mágico”, onde podem acontecer oficinas de construção de brinquedos com sucata.
5. Momento de liberdade poética e musical
Espaço aberto para que qualquer pessoa possa apresentar algo que tenha interesse em apresentar na hora.
6. Exposição de arte
Murais onde podem ficar expostos desenhos, pinturas e outros trabalhos de arte visual feitos pelos alunos em sala de aula.
7. Oficina de cordel
Há algum cordelista no bairro? Convide-o a fazer uma oficina de criação de cordéis, que depois podem ficar expostos num varal.
8. Roda de contação de histórias
Professores, funcionários, pais ou mesmo alunos mais velhos podem conduzir esta atividade, voltada para as crianças. Sentadas em roda, elas ouvem a história contada pelo adulto e devem continuá-la, imaginando novos rumos para a trama. Em seguida, elas podem criar livros ilustrando a história. Para isso basta entregar folhas de sulfite dobradas ao meio e giz de cera. Eles podem ser finalizados grampeando ou amarrando um barbante na lombada.
9. Seção de cinema
Reservar uma das salas da aula (ou a própria sala de vídeo da escola, caso exista) para passar filmes que tenham relação com o tema do sarau. Ao final de cada seção, promover uma discussão sobre o assunto.
10. Memória viva
Rodas de conversa com moradores antigos do bairro, na qual os estudantes podem entrevistá-los sobre sua infância, seus tempos de escola, suas formas de diversão etc.
11. Apresentações musicais
Convidar grupos locais a se apresentarem. Estipular um tempo ou número de músicas para cada um, orientando-os a se inspirarem no tema do sarau.
12. Oficina de artesanato
Membros da comunidade podem ensinar a fazer pequenos objetos de artesanato, de acordo com suas habilidades manuais.
13. Brincando com poemas
Criar uma série de desafios com a escrita a partir de poemas conhecidos. Alguns exemplos: completar lacunas com as palavras que estiverem faltando, entregar versos separados em pequenos pedaços de papel e pedir que o grupo junte-os para formar poesias, criação de rimas etc. Um grupo de professores pode ficar responsável por organizar esta oficina.
14. Teatro
Convidar grupos de teatro da escola ou comunidade local a montarem peças ou esquetes inspirados no tema do sarau.
RECOMENDAÇÕES
Em cada sarau, deixar uma caixa de sugestões em local visível para que os convidados possam sugerir temas para o próximo encontro.
Durante toda a organização do evento, é importante incentivar o trabalho em equipe, a auto-organização, a criatividade e a improvisação, além de trabalhar valores como cooperação, ética e solidariedade. O processo é muitas vezes tão importante quanto o produto final.
O registro dos saraus pode ser feito pelos próprios alunos. Alguns podem tirar fotos, outros podem desenhar ou escrever relatos. Esse registro pode ser compartilhado em murais expostos na escola.
As famílias podem ficar responsáveis por organizar a área de comida, montando barracas de lanches e comidas típicas. O dinheiro arrecadado pode ser usado para fazer um caixa para o próximo sarau.
Além de ser um momento de descontração e resgate permanente da cultura popular, o sarau é também uma oportunidade de conhecer melhor o universo dos estudantes. Não perca a chance de usar isso como base para enriquecer o currículo da escola.
O sarau ganha mais significado se fizer parte do planejamento anual da escola e estiver integrado com as atividades de sala de aula.
O excesso de atividades pode complicar a organização do evento. Sempre que possível, promova a autogestão, deixando que os responsáveis por cada oficina organizem o espaço e providenciem o material necessário.
O sarau é uma oportunidade de fazer as famílias circularem pela escola. Por isso, procure espalhar as atividades pelos diferentes espaços: biblioteca, salas de aula, sala de leitura, quadra, sala de vídeo e outros locais normalmente esquecidos.
O que garante o sucesso de um sarau é a participação efetiva dos convidados. Os coordenadores de atividades devem estar sempre atentos para motivar os mais tímidos.
Fazer o registro da atividade e encaminhar o material (com fotografias) para ser publicado no Blog Educação.
Divulgar a atividade internamente na Unidade de Negócios, convidando os demais funcionários para prestigiar a escola.
OBSERVAÇÃO
A atividade aqui apresentada foi elaborada pelo Instituto Paulo Freire.
http://www.blogeducacao.org.br/wp-content/uploads/2011/02/Plano-Sarau-na-Escola.pdf
Assinar:
Postagens (Atom)